O novo avião presidencial, batizado de Santos Dumont e apelidado de AeroLula, pousou por volta das 10h40 deste sábado, na Base Aérea de Brasília. O vôo que teve início na cidade de Tolouse, na França, sofreu um atraso de 40 minutos devido a uma corrente de vento ocorrida na região da costa da África.
A tripulação deste primeiro vôo é composta por três pilotos, dois engenheiros de bordo, um especialista em comunicação e dois comissários.
O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) custou US$ 56,7 milhões aos cofres públicos, mas, de acordo com o governo, o custo se justifica, já que ele servirá aos presidentes eleitos pelos próximos 30 anos.
A novidade que está sendo ressaltada pela Aeronáutica é de que o avião presidencial é mais do que uma simples aeronave de transporte.
Segundo a Aeronáutica, “tanto em um ambiente de crise, como na possibilidade de um conflito, ele passa automaticamente a integrar o sistema de defesa do país e transforma-se em um posto de comando no ar, por meio do qual o presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, coordena as ações essenciais para a segurança do território nacional”.
O tenente-brigadeiro-do-ar Luiz Carlos Bueno deve divulgar estudos que justificaram a compra, inclusive a informação de que custa 50% mais barato o governo ter avião próprio para as viagens presidenciais do que se fosse fretar vôos especiais para cada ida ao exterior.
O AeroLula foi alvo de duras críticas, principalmente por parte da oposição ao governo no Congresso. De acordo com dados do Siaf (Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro), o governo brasileiro gastou mais com a compra da aeronave do que com saneamento básico em todo o ano de 2004.
Com informações da Folha Online
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