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Campo Grande (MS), sexta-feira, 10 de setembro de 2010 - 23h24 m

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Direção da Santa Casa se isenta de culpa
Saúde
13/1/2005 - 15:54
A direção Santa Casa divulgou há pouco uma nota de esclarecimento aos seus associados afirmando que as dívidas da instituição são herança de administrações anteriores e dizendo que os problemas são de conhecimento público. Sobre a intervenção realizada em julho, com a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual foi nomeado um superintendente João Carlos Franco, diz que passados cinco meses os objetivos da superintendência não foram atendidos. Sendo eles: agilizar a administração da Instituição, Reduzir despesas gerais e gerenciar a obtenção de novos recursos, compatíveis com os custos. Para a direção da Santa Casa a superintendência aumentou drasticamente despesas e perdeu a confiança com a Mesa Diretora, em função de gastos desordenados e abusivos.

A diretoria afirma ainda que cumpriu o único termo que era de sua responsabilidade e que vai convocar Assembléia Geral Extraordinária para tratar desses assuntos e de outras decisões para a sobrevivência da Entidade.

Confira na íntegra a nota:

Em razão das inúmeras e contraditórias versões divulgadas pela imprensa falada, escrita e televisionada, a Mesa Diretora da Santa Casa, vem a público esclarecer, principalmente aos seus associados os seguintes fatos:

1) As irregularidades apontadas já eram do conhecimento da atual Direção, mesmo antes da posse, a qual vem direcionando seus esforços com obstinado empenho no sentido de saná-las;

2) As dívidas da Santa Casa, perante as Instituições Financeiras, Fornecedores, Enersul, Tributos e outros, fazem parte do balanço apresentado em 31 de dezembro de 2003, portanto na vigência da gestão anterior e estão à disponibilidade de todos.

3) A “intervenção” realizada em 16 de julho de 2004, através do Termo de Ajustamento de Conduta Extrajudicial, com a inclusão de um “superintendente” imposto por este documento, tinha três aspectos básicos:

a) Agilizar a administração da Instituição.

b) Reduzir despesas gerais.

c) Gerenciar a obtenção de novos recursos, compatíveis com os custos operacionais, junto ao Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde (Estadual e Municipal).
Ironicamente passados 5 meses qualquer dos objetivos foi atingido ou sequer tentado.
A superintendência nesses 5 meses aumentou drasticamente despesas e perdeu a sua relação de confiança com a Mesa Diretora, em função de gastos desordenados e abusivos.

4) Comenta-se que a Mesa Diretora não cumpriu os termos contidos no Termo de Ajustamento de Conduta Extrajudicial, sendo que das 12 Cláusulas contidas no referido documento a única que dependia diretamente da intervenção da Mesa Diretora, foi cumprida imediatamente (Claúsula Primeira).
As demais cláusulas ou não foram cumpridas ou foram cumpridas fora dos prazos estipulados e que não dependiam da intervenção da Mesa Diretora.

5) Oportunamente, será convocada Assembléia Geral Extraordinária para tratar desses assuntos e de outras decisões que são de suma importância para a sobrevivência desta Entidade, que foi criada há 84 anos e sempre conseguiu superar os seus problemas com dedicação, probidade administrativa, obstinação e força dos seus associados, atualmente engajados nos mesmos objetivos.

Com informações do MS Notícias
 
 
 

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