O medicamento Luftal, indicado para liberação de gases, está entre os que são vendidos em quantidades superiores à indicada. Cada caixa, com 20 comprimidos, custa R$ 10,99, sendo que o consumidor usa, em média, 2 drágeas antes de exames como ultra-som. “As pessoas sempre reclamam que não usam todo o medicamento. A caixa vem lacrada com 20 comprimidos”, afirma o gerente da drogaria Rui Barbosa, Arildo Paim Mendes.
Segundo ele, no caso dos analgésicos, no entanto, os consumidores preferem levar as drágeas em número maior, para a “farmacinha”.
Embora admita guardar “alguns remédios” em casa, a comerciante Marli Neire Val de Almeida, 46 anos, diz que gostaria de poder adquirir os medicamentos de acordo com a prescrição médica. “Acabo guardando por um período, mas depois jogo fora, é dinheiro perdido”, explica.
A aposentada Lázara Gamba Porto, 73, explica que esse valor gasto a mais, com remédios que não serão utilizados, prejudica o orçamento da família. Ela gasta R$ 150 da aposentadoria – de um salário mínimo, R$ 260 - com remédios todos os meses. O que representa 57,6% do benefício. “Mesmo manipulando a maioria, os remédios estão muito caros. Seria muito bom se eu pudesse economizar comprando o número certo de comprimidos”, afirma. Lazara destaca o Luftal. “Já precisei tomar e achei um absurdo comprar 20 comprimidos para tomar 2. Acabei jogando os outros fora”, conclui.
Com informações do Campo Grande News
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