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Campo Grande (MS), sexta-feira, 10 de setembro de 2010 - 23h23 m

::.. Edição 1394, domingo, 03-08-2008 - pág. 07-B ..::
Economia
Mercado aquecido, garante R$ 1 bi de investimento e oferece 5.600 imóveis
As maiores
incorporadoras do
País, de olho no
potencial de
investimento das
classes A , B e C, vão
estar investindo R$ 1
bilhão nos próximos
cinco anos no
lançamento de 5.632
casas e apartamento,
de médio e alto
padrão, com custo
entre R$ 50 mil,
podendo chegar a R$
1 milhão
Vão entrar no
mercado incorporadoras
como
a Klabin, MRV
e Abyara. A
MRV, como líder
brasileira
em empreendimentos habitacionais
e uma das recordistas em
desempenho na Bolsa da Valores
em 2007, já comprou várias
áreas na Capital e só em uma
delas vai investir R$ 42,3 milhões.
Nesta área serão construídas
395 unidades residenciais,
mas a meta é até o fim do
ano que vem lançar 3 mil unidades,
investimento que deve
chegar a R$ 200 milhões. Há
áreas compradas na rua 14 de
julho e na Avenida Mascarenhas
de Moraes.
A empresa tem como público
alvo a classe média e média
baixa, famílias com renda entre
R$ 1,2 mil e R$ 7,3 mil. O
valor dos imóveis vai de R$ 50
a R$ 250 mil, dependendo do
padrão. A MRV trabalha com
condomínio fechado de casas,
com áreas de lazer mais incrementadas,
que são os de maior
valor e também com condomínio
de prédios com áreas de
lazer mais simples.
�� O governador André Puccinelli
e o secretário de Habitação,
Carlos Marun, entregaram
na última semana – terça e quarta-
feira – dois conjuntos habitacionais
em Campo Grande –
Patricia Galvão e Lidia Bais -
que exigiram investimento de
R$ 9,7 milhões. São 326 unidades
habitacionais de 40 metros
quadrados de área construída,
com dois quartos, sala, cozinha,
hall, banheiro e uma vaga na
garagem. As casas integram o
Programa de Arrendamento Residencial
(PAR). O PAR funciona
mediante construção e arrendamento
de unidades residenciais,
com opção de compra do
imóvel ao final do período
contratado. Segundo o secretário
Carlos Marun as famílias beneficiadas,
com renda até R$ 1,8
mil, vão pagar R$ 152,00 mensais,
bem menos que a média de
um aluguel.
Entre os beneficiados dona
O vice-presidente comercial
da MRV, Eduardo Barretto, disse
que a companhia decidiu investir
na cidade tendo em vista
estudos do mercado local, observando
critérios básicos como o
PIB, a renda per capita, a população
e o déficit habitacional.
A Vanguard, do Grupo Plaenge,
vai R$ 300 milhões nos
próximos 10 anos. As unidades
serão de até 110 metros quadrados.
O Grupo, incluindo a
própria Plaenge, lançou 560
unidades, incluindo 144 salas
comerciais nos altos da Afonso
Pena. Também está investindo
na Capital a Engepar, com 72
unidades lançadas na região do
Tiradentes e mais 100 por serem
lançadas.
Na outra ponta, construtoras
voltadas ao público de classes A
e B dão andamento a projetos
arrojados. As incorporadoras não
dão informações oficiais, mas
placas em lotes comprados pelos
grupos e informações de agentes
do mercado indicam o início dos
empreendimentos.
Próximo ao Parque das Nações
outdoors indicam as obras
da Klabin Segall. A área é considerada
uma das mais nobres da
cidade e o valor do investimento
passaria dos R$ 200 milhões. A
assessoria de imprensa do grupo
se limitou a informar que deve
haver um lançamento oficial em
breve. No site são anunciados
como breve lançamento dois empreendimentos,
com apartamentos
cujos tamanhos vão de 89 a
270 metros quadrados.
Dona do condomínio fechado
de alto luxo Terras do Golf, a
Abyara também tem planos de
lançar este ano 1,7 mil novas
unidades e já comprou para isso
mais três áreas. Há previsão de
condomínios com imóveis de 50
e 60 metros quadrados e de 100
a 150 metros quadrados.
Há informações de que outras
incorporadoras, dentre elas a
Rossi, estão estudando o mercado
e podem entrar com imóveis
na faixa de R$ 120 mil a R$ 150
mil. Segundo o presidente do
Secovi, Marcus Augusto Netto,
Campo Grande vive um momento
histórico de crescimento e
que é preciso garantir condições
para que os investidores não se
inibam. Ele acredita que com o
advento da alienação fiduciária,
que dá segurança aos bancos
quanto è retomada dos imóveis
em caso de inadimplência, o setor
privado voltou a investir com
força nos financiamentos imobiliários,
fomentando o mercado.
“Em 2004 tivemos investidos
R$ 3 bilhões de recurso da poupança
e agora são R$ 24 bilhões”,
compara. Além da segurança
jurídica, outro ponto importante
para sustentar os investimentos,
afirma o presidente do
Secovi, é que o poder público
promova adequações na Lei de
Uso do Solo. “Temos problemas
com alguns corredores que acabam
inibindo construções que a
Zona permite”, explica o presidente
do Secovi, citando como
exemplo a região do Vivendas
do Bosque.
Ele afirma que o aquecimento
econômico do Estado como
um todo tende a melhorar a disponibilidade
de crédito para financiamento
habitacional. A lógica
é simples: com geração de
mais empregos o recolhimento
de FGTS aumenta e a participação
do Mato Grosso do Sul na
repartição do bolo nacional também
fica maior.

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