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Edição 1327, domingo, 22-04-2007 - pág. 10-B ..:: |
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Projeto que veta a cerveja em postos abre polêmica na Câmara Municipal |
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O projeto que proíbe o consumo de bebida alcoólica nos postos de gasolina, provoca polêmica na Câmara, além de desencadear um bate-boca entre vereadores do PMDB, a maior bancada no Legislativo.
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A divergência atingiu um nível de radicalização que semana passada a vereadora Maria Emília Sulzer (PMDB), contrária a proposta, reuniu-se com 70 donos de postos e conveniência para avaliar o projeto, sem a presença dos dois autores - Paulo Siufi e Pastor Sérgio . Eles garantem que não foram avisados com antecedência da reunião pública. Siufi contra-atacou: vai propor uma audiência pública quando pretende ouvir não só os adversários da proibição, mas também quem defende a idéia. O projeto em tramitação é um substitutivo a proposta apresentada pelos dois vereadores em 2006. Na versão inicial se proibia a venda de bebidas nos postos.
Maria Emilia - que garante ter avisado a Siufi e o Pastor Sérgio no dia anterior de que haveria uma reunião quarta-feira a tarde para tratar da questão, defende a pura e simples retirada de pauta do projeto. “Da forma em que está a proposta é discricionária, uma vez que impede o consumo nos postos, mas não em outros lugares da cidade, como os barzinhos da Afonso Pena, as barraquinhas e as conveniências que não estão em postos. As pessoas podem beber em qualquer outro lugar, porque não nos postos? Como só proibir estas conveniências? Então tem que proibir todo mundo”, alegou.
De acordo com Maria Emília já existem três leis que suprem o objetivo da lei proposta por Siufi e Sérgio: “Temos a Lei Seca, a Lei do Silêncio e a lei que proíbe a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos. O que precisamos é de fiscalização, alguém que cumpra este papel. Tivemos há alguns anos atrás um poder mais efetivo da Promotoria, do Conselho Tutelar, da secretaria da Segurança, do Corpo de Bombeiros. Hoje houve um relaxamento nesta fiscalização”.
Ela sustenta que, se aprovado o projeto e transformado em lei, vai gerar cerca de 2500 a 3000 demissões. O Pastor Sérgio contesta. Ele garante que seu projeto e do vereador Paulo Siufi não prejudica ninguém e sim salvar vidas, diminuindo os índices de acidentes de trânsito na Capital. “Não queremos proibir a venda de bebidas, não é esse o objetivo. Queremos proibir o consumo de bebidas nos postos. Os empresários alegam que essa medida provocaria desemprego e prejuízo. Que eu saiba os postos servem para vender combustíveis e não para lucrar com a venda de bebidas”, avaliou .
Paulo Siuffi acusa Maria Emília Sulzer de ter violado o regimento interno da Câmara Municipal ao promover uma reunião pública. “Não existe essa de reunião pública. O que precisa acontecer é uma audiência pública aberta à sociedade e não só aos empresários donos de postos . Ele diz que sua colega de bancada não deve lido o projeto para falar em proibição de venda de bebidas alcoólicas nos postos. |
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